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Cálculo pensado

Explorar e compartilhar estratégias de resolução e eleger a mais adequada é uma maneira eficiente de refletir sobre o trabalho com os números

Beatriz Vichessi, de Maringá, PR

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Foto: Kriz Knack
CONTA EFICAZ A turma do Colégio Estadual Adaile Maria Leite ficou craque em procedimentos mentais. Fotos: Kriz Knack
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Apresentar contas soltas e colocar meninos e meninas para pensar nas soluções sem usar algoritmos. Esse foi o desafio que Ademir Pereira Junior lançou para uma turma de 5ª série do Colégio Estadual Adaile Maria Leite, em Maringá, a 423 quilômetros de Curitiba. A ideia era levar à sala de aula o que, no dia a dia, todo mundo faz quando vai ao mercado, por exemplo. Para ele, essa seria uma forma de revelar o que está escondido nas contas armadas. "Dessa maneira, é possível explicitar as propriedades dos números e das operações e focar o ensino nos procedimentos", explica Priscila Monteiro, coordenadora da formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e formadora do projeto Matemática É D+, da Fundação Victor Civita (FVC). 

No início, os alunos estranharam um pouco. Buscavam na memória, em silêncio, os resultados que as operações registradas no quadro-negro pediam. Perceberam que teriam de desenvolver uma maneira particular de calcular. E começaram a fazer isso com a sequência didática organizada por Ademir - que lhe rendeu o troféu de Educador Nota 10 no Prêmio Victor Civita de 2008 (leia quadro abaixo na página 5). "A maior qualidade do trabalho dele foi acompanhar os estudantes individualmente", diz Priscila.


A atividade com a garotada paranaense nem de longe se resumiu a fazer contas de cabeça. Muito pelo contrário. O cálculo mental bem feito pede o desenvolvimento de procedimentos, a criação de estratégias e a combinação de ações - como o arredondamento e a decomposição - até que se chegue ao resultado. Ele difere do algoritmo porque não tem passos definidos e regras que determinem sua execução. Também vale lembrar que ele serve não apenas para os números naturais mas também para frações e decimais, conteúdos importantes para o 6º e o 7º ano (leia a sequência didática). Analisando os números envolvidos, é papel do indivíduo eleger o melhor caminho a seguir. Planejar em detalhes as sessões da atividade e impulsionar os alunos a trabalhar como os matemáticos - buscando os melhores caminhos (e mais econômicos), abandonando os que não funcionam - é o jeito para você colocar a ideia em prática.

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 221, Abril 2009.

 

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