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Cálculo mental não é chute

Professoras de Jundiaí e Belo Horizonte comprovaram que ensinar a fazer "contas de cabeça" é eficaz para o aprendizado

Paola Gentilee Thais Gurgel

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PENSAR E RESOLVER Alunos de Jundiaí procuram estratégias próprias antes de debater com a turma. Foto: Gustavo Lourenção
PENSAR E RESOLVER Alunos de Jundiaí
procuram estratégias próprias antes 
de debater com a turma. 
Foto: Gustavo Lourenção

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A criança que conclui as séries iniciais dominando o sistema de numeração e as operações já cumpriu um grande passo no aprendizado de Matemática. A construção de sentido da disciplina usando o cálculo mental pode ser um verdadeiro desafio para o professor. Isso porque, muitas vezes, o trabalho com esse conteúdo não foi privilegiado em sua formação e a tradição escolar brasileira não prevê alternativas ao uso de fórmulas para resolver contas. "No início de minha carreira, lembro-me de não saber como lidar com um ótimo aluno em Matemática que resolvia todos os problemas mentalmente", conta a professora Maria da Graça Torres Bagne, da EMEB Duílio Maziero, em Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo. "Ele só registrava o resultado no papel, mas eu insistia para ele desenvolver o algoritmo por não conhecer outra possibilidade."

Com a experiência e alguns cursos de formação, Maria da Graça descobriu o valor do cálculo mental em sala de aula e hoje faz um trabalho específico com a 2ª série. A base continua sendo as situações-problema. Em questões como a distribuição de 24 brinquedos de uma caixa entre quatro crianças, por exemplo, primeiro é preciso verificar se os alunos compreenderam os valores em jogo e o que essa operação implicará (o número maior ficará menor). Como eles imaginam que o problema será solucionado? Conversar sobre a atividade é bem diferente de dar pistas sobre o cálculo a ser usado. Se o objetivo é que a turma utilize procedimentos próprios, não informar nem dar dicas é uma condição didática necessária.

Compreendida a proposta, cada um procura as próprias estratégias para chegar ao resultado. Depois, é hora de compartilhar os valores encontrados e discutir as táticas usadas. A professora costuma registrar no quadro-negro as operações parciais desenvolvidas pelos estudantes, registrando-as em linguagem matemática, conforme as informações fornecidas por eles mesmos.
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Publicado em Setembro 2009.

 

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