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A leitura na pré-adolescência

Na transição da infância para a adolescência, a garotada tem vontade de descobrir o mundo. E a leitura é, certamente, o melhor passaporte

Daniela Talamoni, colaborou Carol Salles

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Voluntária do Projeto Entorno na EMEF Nilo Peçanha, em São Paulo: professores são orientados a ler todos os dias para os alunos. Foto: Tatiana Cardeal
Voluntária do Projeto Entorno na EMEF Nilo Peçanha, em São Paulo: professores são orientados a ler todos os dias para os alunos. Foto: Tatiana Cardeal

O maior obstáculo para a formação de leitores pode estar na própria escola - seja pela falta de um acervo completo, pelo despreparo dos professores ou por uma programação de ensino que ainda associa a leitura literária a atividades obrigatórias e cansativas. Para resolver essas questões, o Projeto Entorno, da Fundação Victor Civita (FVC), há três anos atua amplamente nas escolas vizinhas aos prédios da Editora Abril, nas marginais Pinheiros e Tietê, em São Paulo. O objetivo é ir além da doação de livros, computadores e material para formar um cantinho da leitura em cada sala de aula. Há um investimento na formação de professores, coordenadores pedagógicos e diretores, além da preparação de voluntários (funcionários da empresa) para ler para as crianças. "A metodologia e os conceitos sugeridos estimulam uma ref lexão sobre as necessidades da escola e, com base nisso, a discussão sobre possíveis ações", diz a coordenadora pedagógica Roseli Matos Moreira, da EMEF Nilo Peçanha, uma das primeiras instituições atendidas.

O professor é orientado a ler todos os dias para os alunos - de preferência, livros dos quais também goste, pois as crianças percebem o envolvimento de quem conduz a atividade. Em seguida, vem o empréstimo de exemplares (os estudantes podem ler em casa) e a organização de atividades que estimulem a formação de opiniões sobre os livros. "Assim, é construído um hábito de leitura com base no prazer, para que o aluno aprenda a ler nas entrelinhas, estabeleça relações e tenha uma postura crítica diante dos textos", afirma a pedagoga Ana Flávia Alonço Castanho, formadora do projeto.

Um diferencial do Entorno é o incentivo ao uso inteligente da tecnologia para desenvolver habilidades de leitura e escrita. "Queremos criar um vínculo entre o voluntário, que vai à escola para ler nas rodas de leitura, e os estudantes que irão recebê-lo", explica Ana Flávia. Por e-mail, os voluntários se apresentam e podem perguntar que tipo de livro a turma prefere ou comentar para eles o último livro lido. Juntos, todos elaboram a melhor resposta a ser encaminhada. A ideia, lançada neste ano, é que essas conversas se tornem mais frequentes e evoluam para discussões mais acaloradas sobre as leituras.

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Especial Leitura Literária

 

 

Publicado em Edição Especial sobre Leitura, Julho de 2008, com o título Passagem só de ida

 

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