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Julho de 2009

Como Matheus controlou o tamanho da letra

Não foram poucos os desafios enfrentados pela professora Hellen Beatriz Custódio Figueiredo no primeiro ano do aluno Matheus Santana da Silva na EMEF Coronel Helio Franco Chávez, em São Paulo. Depois de descobrir que o menino com autismo já sabia ler e de estimulá-lo a se comunicar, Hellen criou uma estratégia para ajudá-lo a controlar o tamanho da letra e escrever no espaço de duas linhas do caderno comum. A ideia surgiu a partir de um recurso que ela costumava usar no Ensino Infantil.

Enquanto Hellen usava uma parte do quadro negro, Matheus era estimulado a escrever na outra. Aos poucos, ela foi desafiando o aluno a reduzir cada vez mais o seu espaço que usava para escrever. "Eu colei um papel pardo na lousa e disse que só escrevendo ali ele poderia levar as anotações para casa e mostrar aos pais. Então, passei a colar o papel pardo na carteira e fui substituindo os papéis para sulfite A3, caderno de desenho, caderno de desenho com pauta e, assim por diante, até chegar ao caderno brochura", lembra a professora.

É claro que alguns colegas quiseram ter a mesma oportunidade. "Eu deixava, uma vez ou outra, os estudantes participarem dessa experiência, mas todos sabiam que o Matheus precisava disso mais do que eles. Sempre joguei aberto com a classe", destaca a professora. Essa conversa fez toda a diferença, garante a psicopedagoga Daniela Alonso, selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. "Ao fazermos concessões desnecessárias, que não são necessidades, criamos privilégios. Por outro lado, ao atendermos com fundamento as necessidades de educação especial - como neste caso - todos as reconhecem e se beneficiam", explica Daniela.

 

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Nome não registrado - Postado em 14/02/2012 21:57:26

trabalho com autistas.

SANDRA DA COSTA LUZ - Postado em 05/02/2012 16:53:59

Agradeço muito a todos sites que estou acessando, pois estamos em busca de ajuda para conseguirmos um aluno de 10 anos, autista, que não ler nem escrever. Ele está conosco este ano. Obrigada!

maria ivanilda dos santos da silva - Postado em 04/11/2011 00:42:42

Gostei da experiência da professora com o Mateus,seria bom que todos os professores criassem metodologias em sala para ajudar crianças com deficiências, mas nem sempre é assim que acontece.

 

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